©
a partir de uma fotografia de José Manuel Rodrigues
30.10.12
16.10.12
500
milhões de euros necessários para a conclusão do projecto Alqueva.
É necessário terminar uma parte da rede primária, que será
financiada pelo Fundo de Coesão, e uma parte de rede secundária. Um
projecto que, na totalidade, terá 110 a 120 mil hectares de regadio.
Neste momento quase tem quase 60 mil.
Sistema
Global de Rega
Área
dominada - 115 mil ha
Extensão
da rede primária - 314 km
Extensão
da rede secundária - 2 240 km
Barragens
- 15
Estações
elevatórias - 9 principais / 56 secundárias
Mini
Hídricas - 16
1957-
Criação do Plano de Rega do Alentejo;
1968-
Celebração do Convénio Luso-Espanhol para utilização dos rios
internacionais;
1975- Aprovação pelo Conselho de Ministros da realização do Projeto;
1976- Início das obras preliminares (ensecadeira/infraestruturas de apoio à obra);
1978- Interrupção das obras;
1980- Nova Resolução do Conselho de Ministros determina a retoma dos trabalhos;
1985/87- Estudo de Impacte Ambiental;
1992- Avaliação Global de Impacte Ambiental da componente hidroelétrica;
1993- Decisão do Conselho de Ministros para retoma do Empreendimento;
1993- Criação da Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva (CIEA);
1994/95- Estudo Integrado de Impacte Ambiental;
1995- Criação da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, EDIA, S.A.;
1995- Reinicio dos trabalhos em Alqueva (escavações de 1ª fase);
1996- Através da Resolução do Conselho de Ministros nº 8/96, o Governo assume "avançar inequivocamente com o projeto do Alqueva" com ou sem financiamento comunitário;
1996- Adjudicação da empreitada principal de construção civil da barragem e central de Alqueva;
1997- Integração no QCA 94/99 do Programa Específico de Desenvolvimento Integrado da Zona do Alqueva (PEDIZA) que consolida o envolvimento da Comunidade Europeia no Projeto;
1998- Início das betonagens na Barragem de Alqueva;
1999- Adjudicação da empreitada de construção das habitações e comércios da Nova Aldeia da Luz;
2000- Adjudicação da empreitada para a execução do primeiro bloco de rega do Sistema Global de Rega de Alqueva;
2002- Encerramento das Comportas da Barragem de Alqueva e início do enchimento da Albufeira;
2002- Inaugurado o 1º de 3 Blocos da 2ª Fase do Perímetro de Rega de Odivelas, Infraestrutura 12;
2002- Inauguração da Nova Aldeia da Luz;
1975- Aprovação pelo Conselho de Ministros da realização do Projeto;
1976- Início das obras preliminares (ensecadeira/infraestruturas de apoio à obra);
1978- Interrupção das obras;
1980- Nova Resolução do Conselho de Ministros determina a retoma dos trabalhos;
1985/87- Estudo de Impacte Ambiental;
1992- Avaliação Global de Impacte Ambiental da componente hidroelétrica;
1993- Decisão do Conselho de Ministros para retoma do Empreendimento;
1993- Criação da Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva (CIEA);
1994/95- Estudo Integrado de Impacte Ambiental;
1995- Criação da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, EDIA, S.A.;
1995- Reinicio dos trabalhos em Alqueva (escavações de 1ª fase);
1996- Através da Resolução do Conselho de Ministros nº 8/96, o Governo assume "avançar inequivocamente com o projeto do Alqueva" com ou sem financiamento comunitário;
1996- Adjudicação da empreitada principal de construção civil da barragem e central de Alqueva;
1997- Integração no QCA 94/99 do Programa Específico de Desenvolvimento Integrado da Zona do Alqueva (PEDIZA) que consolida o envolvimento da Comunidade Europeia no Projeto;
1998- Início das betonagens na Barragem de Alqueva;
1999- Adjudicação da empreitada de construção das habitações e comércios da Nova Aldeia da Luz;
2000- Adjudicação da empreitada para a execução do primeiro bloco de rega do Sistema Global de Rega de Alqueva;
2002- Encerramento das Comportas da Barragem de Alqueva e início do enchimento da Albufeira;
2002- Inaugurado o 1º de 3 Blocos da 2ª Fase do Perímetro de Rega de Odivelas, Infraestrutura 12;
2002- Inauguração da Nova Aldeia da Luz;
2003-
Adjudicação da Empreitada de Construção da Barragem e Central
Hidroelétrica de Pedrógão;
2003-
Inauguração do Museu da Luz;
2003-
Entrada em funcionamento do Grupo 2 da Central Hidroelétrica de
Alqueva;
2004-
Inauguração da Central Hidroelétrica de Alqueva e entrada em
funcionamento do Grupo 1;
2006-
Inauguração da Barragem e Central
Hidroelétrica de Pedrógão;
2010-
A 12 de Janeiro Alqueva atingiu a cota 152, a cota máxima que
corresponde a um armazenamento de 4150 hm3
11.10.12
Amendoim no Alqueva
Empresa americana aposta na fartura de terra, água e temperaturas elevadas para converter região alentejana no grande produtor europeu desta cultura subtropical, que já se produz no Ribatejo.
A multinacional americana PepsiCo aponta como meta até 2015 a plantação, na área sob influência do regadio de Alqueva e nas regiões espanholas da Extremadura e Andaluzia, de 6600 hectares de culturas de amendoim.
Em 2012 já foram plantados 1800 ha (300 em Portugal, na região do Ribatejo), 1100 em Vegas del Guadiana (Extremadura) e 400 divididos por Cáceres, Sevilha, Córdoba e Cádis. A empresa americana quer tornar-se auto-suficiente na cultura do amendoim na Europa. A Matutano é a sua marca mais conhecida. A experiência começou há dois anos, quando especialistas dos Estados Unidos propuseram a agricultores de Vegas del Guadiana (Extremadura espanhola) se queriam plantar amendoins. O objectivo passa por cultivar 10.000 ha desta cultura subtropical na Península Ibérica durante cinco anos.
A área sob influência do Alqueva oferece as condições requeridas. "Tem fartura de terra, água e sol", factores determinantes para obter elevados índices de produção, destacou um dirigente da Torriba, organização de produtores de hortofrutícolas de Almeirim, que foi contactada pela PepsiCo para incentivar agricultores portugueses a produzir amendoins. Em 2010 realizaram-se os primeiros ensaios numa área de seis ha, que se revelaram promissores, e em 2011 a área de cultivo já ocupou cerca de 311 ha.
Fonte: Público
21.5.12
20.5.12
3.5.12
13.4.12
6.4.12
15.3.12
13.3.12
9.3.12
ciclo de conferências sobre o futuro da alimentação
A Fundação Gulbenkian e o PÚBLICO iniciam nesta sexta-feira um ciclo de conferências sobre o futuro da alimentação, para pensar nas mudanças na agricultura e nas nossas dietas. Como produzir mais e desperdiçar menos?
Vamos conseguir alimentar o mundo daqui a 20 anos?
Um mundo em que cada vez mais gente come carne, uma pressão crescente sobre os cereais que alimentam os animais, solos a ficarem esgotados, seca, recursos hídricos a serem explorados até ao limite e, ao mesmo tempo, desperdícios de alimentos na ordem dos 30% a 50%. Como vamos conseguir, no futuro, alimentar a população mundial?
A pergunta é o ponto de partida para um ciclo de conferências organizadas pela Fundação Calouste Gulbenkian/PÚBLICO, intitulado O Futuro da Alimentação - Ambiente, Saúde e Economia. A primeira, Enquadramento Global da Produção e do Consumo de Alimentos, com o especialista britânico Charles Godfray, professor da Universidade de Oxford, acontece hoje, às 17h30, na fundação, em Lisboa, e a entrada é livre.
As subidas dos preços dos alimentos a que assistimos em 2008 e 2009 tornaram ainda mais premente este debate. "A questão da qual partimos tem que ver precisamente com a nossa capacidade para alimentar um mundo com nove ou dez mil milhões de pessoas", explica José Lima Santos, que coordenou o ciclo de conferências. "Isto prende-se com alterações climáticas, mas também com mudanças nas dietas alimentares. No Brasil, na China, na Índia, as pessoas estão a mudar a alimentação, a consumir mais carne, o que causa uma pressão muito maior sobre a procura de cereais."
"Vai ser necessário produzir muitos mais alimentos até 2030", o ano em que, segundo o especialista britânico John Beddington, vamos assistir a uma "tempestade perfeita" devido à escassez de água, energia e alimentos. O problema, prossegue Lima Santos, é que "a produtividade dos cereais por hectare está a aumentar de forma cada vez mais lenta".
A este cenário soma-se a questão do preço do petróleo, "muito importante para a produção de alimentos", e a falta de água. "Temos na África Subsariana, mas sobretudo no Norte da Índia e na China, zonas altamente povoadas em que os níveis de esgotamento dos recursos hídricos são brutais e os aquíferos estão a ser perfurados em níveis impensáveis", alerta o professor do Instituto Superior de Agronomia.
É preciso, portanto, pensar no assunto e procurar soluções. E estas passam por onde? "Até agora", diz Lima Santos, "os aumentos de produção agrícola dependeram integralmente ou do aumento do uso de água e energia para fabricar adubos ou pesticidas ou da expansão de terra cultivada".
A dependência nacional
A partir daqui, as soluções têm de ser diferentes. Algumas passam pela tecnologia e, aí, a tendência será para investir menos na planta geneticamente modificada, super-resistente, e mais na "optimização do funcionamento dos ecossistemas", recuperando "muitas ideias dos sistemas tradicionais de agricultura" mas "utilizando mais intensivamente a ciência".
"Outro dos ajustamentos que temos de fazer é ao nível das dietas." Mas não é simples, porque "a nossa alimentação não é meramente biológica, é cultural" - daí que uma das conferências deste ciclo seja sobre "cultura e ética". "Há um compromisso ético sem o qual estas questões não se resolvem." E aí entra a questão do desperdício - em relação à qual vai ser apresentado na conferência de Dezembro um estudo realizado em Portugal.
A situação de Portugal vai, aliás, estar presente em todo o ciclo. "O problema é global, mas queremos também perceber as implicações que tem para Portugal", um país que "raramente, se é que alguma vez, foi auto-suficiente em alimentação". Portugal importa grande parte do que consome. "Temos cerca de 30% de dependência do exterior, mas o facto é que nunca fomos auto-suficientes, excepto em dois anos da campanha do trigo, na altura do Estado Novo, mas isso foi feito à custa de uma degradação enorme dos solos, o que era insustentável." Para começar a pensar o assunto, a conferência de hoje inclui também uma intervenção de Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura, sobre a Política Agrícola Comum e a globalização.
Conferências até Dezembro
O objectivo da Fundação Gulbenkian/PÚBLICO ao organizar uma série de conferências sobre alimentação é "antecipar um dos problemas que mais profundamente marcarão a nossa sociedade" no futuro. O ciclo que hoje se inicia terá outras seis conferências até ao final do ano. A seguinte, a 11 de Abril, tem como tema Alimentação e Saúde e inclui um workshop sobre Alimentação em Tempo de Crise.
A 17 de Maio, o tema será Alimentação e Desenvolvimento e, em Junho (dia 14), Alimentação e Economia (com workshop sobre casos de sucesso na área alimentar).
Depois de uma interrupção, o ciclo regressa em Outubro (dia 16) com uma conferência sobre Alimentação, Ambiente e Pescas; em Novembro (dia 2) com Alimentação, Agricultura e Ambiente. E termina em Dezembro (dia 13) com um debate sobre Alimentação, Cultura e Ética, que inclui um workshop com a apresentação de um estudo sobre desperdício alimentar em Portugal.
http://publico.pt/Sociedade/vamos-conseguir-alimentar-o-mundo-daqui-a-20-anos-1537058?all=1
Vamos conseguir alimentar o mundo daqui a 20 anos?
Um mundo em que cada vez mais gente come carne, uma pressão crescente sobre os cereais que alimentam os animais, solos a ficarem esgotados, seca, recursos hídricos a serem explorados até ao limite e, ao mesmo tempo, desperdícios de alimentos na ordem dos 30% a 50%. Como vamos conseguir, no futuro, alimentar a população mundial?
A pergunta é o ponto de partida para um ciclo de conferências organizadas pela Fundação Calouste Gulbenkian/PÚBLICO, intitulado O Futuro da Alimentação - Ambiente, Saúde e Economia. A primeira, Enquadramento Global da Produção e do Consumo de Alimentos, com o especialista britânico Charles Godfray, professor da Universidade de Oxford, acontece hoje, às 17h30, na fundação, em Lisboa, e a entrada é livre.
As subidas dos preços dos alimentos a que assistimos em 2008 e 2009 tornaram ainda mais premente este debate. "A questão da qual partimos tem que ver precisamente com a nossa capacidade para alimentar um mundo com nove ou dez mil milhões de pessoas", explica José Lima Santos, que coordenou o ciclo de conferências. "Isto prende-se com alterações climáticas, mas também com mudanças nas dietas alimentares. No Brasil, na China, na Índia, as pessoas estão a mudar a alimentação, a consumir mais carne, o que causa uma pressão muito maior sobre a procura de cereais."
"Vai ser necessário produzir muitos mais alimentos até 2030", o ano em que, segundo o especialista britânico John Beddington, vamos assistir a uma "tempestade perfeita" devido à escassez de água, energia e alimentos. O problema, prossegue Lima Santos, é que "a produtividade dos cereais por hectare está a aumentar de forma cada vez mais lenta".
A este cenário soma-se a questão do preço do petróleo, "muito importante para a produção de alimentos", e a falta de água. "Temos na África Subsariana, mas sobretudo no Norte da Índia e na China, zonas altamente povoadas em que os níveis de esgotamento dos recursos hídricos são brutais e os aquíferos estão a ser perfurados em níveis impensáveis", alerta o professor do Instituto Superior de Agronomia.
É preciso, portanto, pensar no assunto e procurar soluções. E estas passam por onde? "Até agora", diz Lima Santos, "os aumentos de produção agrícola dependeram integralmente ou do aumento do uso de água e energia para fabricar adubos ou pesticidas ou da expansão de terra cultivada".
A dependência nacional
A partir daqui, as soluções têm de ser diferentes. Algumas passam pela tecnologia e, aí, a tendência será para investir menos na planta geneticamente modificada, super-resistente, e mais na "optimização do funcionamento dos ecossistemas", recuperando "muitas ideias dos sistemas tradicionais de agricultura" mas "utilizando mais intensivamente a ciência".
"Outro dos ajustamentos que temos de fazer é ao nível das dietas." Mas não é simples, porque "a nossa alimentação não é meramente biológica, é cultural" - daí que uma das conferências deste ciclo seja sobre "cultura e ética". "Há um compromisso ético sem o qual estas questões não se resolvem." E aí entra a questão do desperdício - em relação à qual vai ser apresentado na conferência de Dezembro um estudo realizado em Portugal.
A situação de Portugal vai, aliás, estar presente em todo o ciclo. "O problema é global, mas queremos também perceber as implicações que tem para Portugal", um país que "raramente, se é que alguma vez, foi auto-suficiente em alimentação". Portugal importa grande parte do que consome. "Temos cerca de 30% de dependência do exterior, mas o facto é que nunca fomos auto-suficientes, excepto em dois anos da campanha do trigo, na altura do Estado Novo, mas isso foi feito à custa de uma degradação enorme dos solos, o que era insustentável." Para começar a pensar o assunto, a conferência de hoje inclui também uma intervenção de Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura, sobre a Política Agrícola Comum e a globalização.
Conferências até Dezembro
O objectivo da Fundação Gulbenkian/PÚBLICO ao organizar uma série de conferências sobre alimentação é "antecipar um dos problemas que mais profundamente marcarão a nossa sociedade" no futuro. O ciclo que hoje se inicia terá outras seis conferências até ao final do ano. A seguinte, a 11 de Abril, tem como tema Alimentação e Saúde e inclui um workshop sobre Alimentação em Tempo de Crise.
A 17 de Maio, o tema será Alimentação e Desenvolvimento e, em Junho (dia 14), Alimentação e Economia (com workshop sobre casos de sucesso na área alimentar).
Depois de uma interrupção, o ciclo regressa em Outubro (dia 16) com uma conferência sobre Alimentação, Ambiente e Pescas; em Novembro (dia 2) com Alimentação, Agricultura e Ambiente. E termina em Dezembro (dia 13) com um debate sobre Alimentação, Cultura e Ética, que inclui um workshop com a apresentação de um estudo sobre desperdício alimentar em Portugal.
http://publico.pt/Sociedade/vamos-conseguir-alimentar-o-mundo-daqui-a-20-anos-1537058?all=1
5.3.12
VERSUS: LESSONS FROM VERNACULAR HERITAGE IN SUSTAINABLE ARCHITECTURE
Arquitectura Vernacular e em terra:
http://www.esg.pt/ciesg/arquitectura_patrimonio.html
http://www.esg.pt/ciesg/arquitectura_patrimonio.html
Editorial do Público - 4 Março 2012
Uma abordagem á témática actual - a desertificação - e uma constação de um problema que é de todos.
(digitalização do recorte da pág. 3 do P2 do jornal Público de 4 de Março de 2012)
26.2.12
Aurora Carapinha e Antonio Jimenez Torrecillas | Évora, 25.02.12
Paisagem é um conceito polissémico. No entanto, nas ciências socias, tende a ser considerado uma produção cultural, uma representação colectiva e um valor ideológico. Portanto, para além de uma construção humana, uma representação humana.
Esta construção processou-se em 3 fases: pelos camponeses, como necessidade; para representação, no pitoresco dos pintores; pelo arquitecto e pelo engenheiro, para funções urbanas, sociais e culturais.
A ecologia torna-se assim numa etologia. Neste quadro, desloca-se o homem.
AJT, em sintonia não programada com a Professora Aurora Carapinha, começou por mostrar-nos imagens comuns, tecendo sobre elas uma leitura de descoberta. Com ele descobrimos que o tempo se pode perder mas não se pode ganhar. Um líquene sobre uma pedra de xisto é tempo que não pode ser construído pelo homem, tempo esse que o homem pode usar em seu proveito.
A necessária massa crítica para reconhecer este valor incrustado no território e revertê-lo a favor da sociedade existe nas universidades, em particular no âmbito de doutoramentos. O Alentejo, por sua vez, dispõe de matéria crítica, porque dispõe de um passado ainda presente, que pode ser usado para construír o futuro.
Mais além, sobre o facto de este grupo desenvolver uma investigação em arquitectura de forma pioneira, manifestou-se convicto da necessidade deste processo e entusiasmado com as possibilidades de resultados, deixando transparecer alguma inveja.
Esta construção processou-se em 3 fases: pelos camponeses, como necessidade; para representação, no pitoresco dos pintores; pelo arquitecto e pelo engenheiro, para funções urbanas, sociais e culturais.
A ecologia torna-se assim numa etologia. Neste quadro, desloca-se o homem.
AJT, em sintonia não programada com a Professora Aurora Carapinha, começou por mostrar-nos imagens comuns, tecendo sobre elas uma leitura de descoberta. Com ele descobrimos que o tempo se pode perder mas não se pode ganhar. Um líquene sobre uma pedra de xisto é tempo que não pode ser construído pelo homem, tempo esse que o homem pode usar em seu proveito.
A necessária massa crítica para reconhecer este valor incrustado no território e revertê-lo a favor da sociedade existe nas universidades, em particular no âmbito de doutoramentos. O Alentejo, por sua vez, dispõe de matéria crítica, porque dispõe de um passado ainda presente, que pode ser usado para construír o futuro.
Mais além, sobre o facto de este grupo desenvolver uma investigação em arquitectura de forma pioneira, manifestou-se convicto da necessidade deste processo e entusiasmado com as possibilidades de resultados, deixando transparecer alguma inveja.
24.2.12
E porque muito se tem falado de crise...
“Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, as descobertas e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribui à crise os seus fracassos, negligencia o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a incompetência.
O maior defeito das pessoas e dos países é a preguiça com que esperam encontrar saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se pode mostrar o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos arduamente.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para a superar.”
Atribuído (sem confirmação) a Albert Einstein
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, as descobertas e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribui à crise os seus fracassos, negligencia o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a incompetência.
O maior defeito das pessoas e dos países é a preguiça com que esperam encontrar saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se pode mostrar o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos arduamente.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para a superar.”
Atribuído (sem confirmação) a Albert Einstein
«O grande problema do país é a morte das aldeias»
Numa conversa que decorreu nos jardins da Fundação Calouste Gulbekian, o arquitecto paisagista falou sobre o país, os problemas de planeamento das grandes urbes, a desertificação das aldeias. Para o antigo ministro da Qualidade de Vida, os governantes conhecem mal o país, o território e, em especial, o mundo rural. «É preciso que os responsáveis pensem mais no país, menos nas finanças e reflictam na economia do planeamento para o desenvolvimento das gentes». De acordo com Gonçalo Ribeiro Telles há que recuperar a «autenticidade das coisas».
Ana Clara | quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Num momento em que Portugal vive uma crise económica e social, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que completa 90 anos em Maio deste ano, começa por dizer que o principal problema do país «é a falta de informação e a cultura das pessoas, transversal na sociedade portuguesa».
«Desde as camadas superiores, mais intelectualizadas até às mais profundas, de ligação à terra e aos lugares, essa falta de cultura continua à vista», argumenta, recordando que Portugal «vive uma crise de valores».
Refere que o fosso entre o Litoral e o Interior continua a aumentar. «A quem se deve o desaparecimento e a degradação das aldeias?», questiona, sublinhando, em seguida, que tal se deve «a toda uma política de organização do desenvolvimento planeada para a destruição do país e à preocupação em considerar a ruralidade como qualquer coisa do passado sem futuro».
«Criámos uma ruína. É preciso que os responsáveis pensem mais no país e menos nas finanças. Que reflictam mais na economia do planeamento para desenvolvimento das gentes, das potencialidades e da nossa posição quanto ao mundo», apela Gonçalo Ribeiro Telles.

E considera que «se estão a construir cidades só por construir e a criar não o vazio do espaço, mas o vazio do espaço construído». Sobre o interior, salienta que as aldeias «não podem despovoar-se como está a acontecer» e frisa que «dentro de pouco tempo, isto é um país de velhos, de asilos urbanos». Por isso defende que a recuperação das aldeias «tem de passar pelo restabelecimento da agricultura local».
E não tem dúvidas: «hoje, o grande problema do país é a morte das aldeias, que é também um problema de cidades».
E explica porquê: «o aglomerado urbano, que vive do abrigo, do encontro das pessoas, do tecto, do ambiente é a cidade. Mas isso também existe e tem de existir na aldeia. A dimensão é que é diferente. O que está aqui em causa não é a cidade, que dentro de pouco tempo terá 80% da população a viver nela. As aldeias não podem despovoar-se como está a acontecer».
O arquitecto recorda que com os actuais modelos de Planos Directores Municipais (PDM’s) não há recuperação urbana das aldeias para as pessoas mas apenas «a recuperação de algumas aldeias para o turismo».
«Mas não há turismo sem aldeões. Estamos completamente errados. A recuperação das aldeias passa pelo restabelecimento da agricultura local. E isso é o que não se quer», afirma.
Para Ribeiro Telles, o crescimento urbano deu-se baseado na ideia de um enriquecimento a curto prazo. «Ninguém apostou, por exemplo, na agricultura. E grande parte da industrialização deu-se também devido a isso. As políticas não eram autênticas em função das gentes. Onde é que está a funcionar a agricultura em termos nacionais? E o povoamento do território? Não está nem nos programas dos partidos nem dos governos. Tem apenas os limites de um jogo financeiro», frisa.
Para o arquitecto, o chamado «regresso à terra», «não é um regresso para férias nem para fazer agricultura de recreio», mas tem de ser uma «aposta no investimento das escolas, que estão a fechar, na circulação de todo o movimento que se tem de fazer em qualquer região».
Para isso, vinca, «é preciso criar gradualmente as condições. Se não for possível, temos o caos. Não conhece os subúrbios das cidades? Aí está o exemplo de caos», diz.
«Temos utilizado mal os nossos recursos»:
Sobre a Reserva Agrícola Nacional (RAN), a Reserva Ecológica Nacional (REN) e os PDM’s, que Ribeiro Telles impulsionou no início dos anos 80 do século passado, o também engenheiro agrónomo, realça que os dois primeiros diplomas «tiveram uma má aplicação, muitas vezes, por incompetência de quem fazia o planeamento e incompreendida pela maior parte dos autarcas, que não viam naqueles diplomas uma vitória eleitoral a curto prazo, em parte, pela pressão do investimento que os bancos realizavam para determinadas entidades, e deu no que deu».

«O mal está à vista. Continuamos a falar da floresta, da expansão urbana, do crescimento das cidades. Mas isso não se vê», salienta.
E prossegue, dizendo que «não há uma planificação global em face das possibilidades e virtudes do território. E não há povoamento».
Sobre a utilização dos PDM’s, Ribeiro Telles refere que estes instrumentos foram criados como «algo necessário para a defesa dos melhores solos agrícolas de que depende a existência do povoamento e a existência do país».
«Mas foi muito desvirtuada por muitos políticos e programas, porque não viam o essencial na autenticidade do país. Além disso, o PDM não servia a rápida expansão urbana nos sítios mais fáceis, mais planos e nos lugares mais urbanos», acrescenta.
A juntar a tudo isto, o arquitecto garante que «temos utilizado mal os nossos recursos». E os exemplos de má utilização são muitos, de norte a sul do país, e principalmente, «têm-se acelerado a má utilização dos recursos porque não se acredita nas «gentes», que estão – ou deviam estar – ao serviço da Humanidade e com uma identidade própria».
Recorda que «todas as coisas no nosso mundo têm uma autenticidade e que é sempre possível recuperar». «Uma coisa autêntica é aquela que tem um passado, que tem alicerces e que tem também um presente que se vê, que se sente. Não há presença nem autenticidade sem futuro», avisa.
E lembra que há três elementos fundamentais para os países, incluindo Portugal, se manterem como tal: «os lugares, as potencialidades e os recursos que nos dá a Terra-mãe e as suas gentes. Havendo estas três condições há lugar à autenticidade e à criação».
Recorde-se que o Centro Nacional de Cultura, que Gonçalo Ribeiro Telles ajudou a fundar, homenageou o arquitecto em Dezembro de 2011. À iniciativa que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, acorreram dezenas de figuras dos mais variados quadrantes da sociedade portuguesa. Destacaram o trabalho desenvolvido pelo arquitecto em várias áreas, nomeadamente nas questões do ordenamento do território e do uso da terra em Portugal.
«Desde as camadas superiores, mais intelectualizadas até às mais profundas, de ligação à terra e aos lugares, essa falta de cultura continua à vista», argumenta, recordando que Portugal «vive uma crise de valores».
Refere que o fosso entre o Litoral e o Interior continua a aumentar. «A quem se deve o desaparecimento e a degradação das aldeias?», questiona, sublinhando, em seguida, que tal se deve «a toda uma política de organização do desenvolvimento planeada para a destruição do país e à preocupação em considerar a ruralidade como qualquer coisa do passado sem futuro».
«Criámos uma ruína. É preciso que os responsáveis pensem mais no país e menos nas finanças. Que reflictam mais na economia do planeamento para desenvolvimento das gentes, das potencialidades e da nossa posição quanto ao mundo», apela Gonçalo Ribeiro Telles.
E considera que «se estão a construir cidades só por construir e a criar não o vazio do espaço, mas o vazio do espaço construído». Sobre o interior, salienta que as aldeias «não podem despovoar-se como está a acontecer» e frisa que «dentro de pouco tempo, isto é um país de velhos, de asilos urbanos». Por isso defende que a recuperação das aldeias «tem de passar pelo restabelecimento da agricultura local».
E não tem dúvidas: «hoje, o grande problema do país é a morte das aldeias, que é também um problema de cidades».
E explica porquê: «o aglomerado urbano, que vive do abrigo, do encontro das pessoas, do tecto, do ambiente é a cidade. Mas isso também existe e tem de existir na aldeia. A dimensão é que é diferente. O que está aqui em causa não é a cidade, que dentro de pouco tempo terá 80% da população a viver nela. As aldeias não podem despovoar-se como está a acontecer».
O arquitecto recorda que com os actuais modelos de Planos Directores Municipais (PDM’s) não há recuperação urbana das aldeias para as pessoas mas apenas «a recuperação de algumas aldeias para o turismo».
«Mas não há turismo sem aldeões. Estamos completamente errados. A recuperação das aldeias passa pelo restabelecimento da agricultura local. E isso é o que não se quer», afirma.
Para Ribeiro Telles, o crescimento urbano deu-se baseado na ideia de um enriquecimento a curto prazo. «Ninguém apostou, por exemplo, na agricultura. E grande parte da industrialização deu-se também devido a isso. As políticas não eram autênticas em função das gentes. Onde é que está a funcionar a agricultura em termos nacionais? E o povoamento do território? Não está nem nos programas dos partidos nem dos governos. Tem apenas os limites de um jogo financeiro», frisa.
Para o arquitecto, o chamado «regresso à terra», «não é um regresso para férias nem para fazer agricultura de recreio», mas tem de ser uma «aposta no investimento das escolas, que estão a fechar, na circulação de todo o movimento que se tem de fazer em qualquer região».
Para isso, vinca, «é preciso criar gradualmente as condições. Se não for possível, temos o caos. Não conhece os subúrbios das cidades? Aí está o exemplo de caos», diz.
«Temos utilizado mal os nossos recursos»:
Sobre a Reserva Agrícola Nacional (RAN), a Reserva Ecológica Nacional (REN) e os PDM’s, que Ribeiro Telles impulsionou no início dos anos 80 do século passado, o também engenheiro agrónomo, realça que os dois primeiros diplomas «tiveram uma má aplicação, muitas vezes, por incompetência de quem fazia o planeamento e incompreendida pela maior parte dos autarcas, que não viam naqueles diplomas uma vitória eleitoral a curto prazo, em parte, pela pressão do investimento que os bancos realizavam para determinadas entidades, e deu no que deu».
«O mal está à vista. Continuamos a falar da floresta, da expansão urbana, do crescimento das cidades. Mas isso não se vê», salienta.
E prossegue, dizendo que «não há uma planificação global em face das possibilidades e virtudes do território. E não há povoamento».
«Mas foi muito desvirtuada por muitos políticos e programas, porque não viam o essencial na autenticidade do país. Além disso, o PDM não servia a rápida expansão urbana nos sítios mais fáceis, mais planos e nos lugares mais urbanos», acrescenta.
A juntar a tudo isto, o arquitecto garante que «temos utilizado mal os nossos recursos». E os exemplos de má utilização são muitos, de norte a sul do país, e principalmente, «têm-se acelerado a má utilização dos recursos porque não se acredita nas «gentes», que estão – ou deviam estar – ao serviço da Humanidade e com uma identidade própria».
Recorda que «todas as coisas no nosso mundo têm uma autenticidade e que é sempre possível recuperar». «Uma coisa autêntica é aquela que tem um passado, que tem alicerces e que tem também um presente que se vê, que se sente. Não há presença nem autenticidade sem futuro», avisa.
E lembra que há três elementos fundamentais para os países, incluindo Portugal, se manterem como tal: «os lugares, as potencialidades e os recursos que nos dá a Terra-mãe e as suas gentes. Havendo estas três condições há lugar à autenticidade e à criação».
Recorde-se que o Centro Nacional de Cultura, que Gonçalo Ribeiro Telles ajudou a fundar, homenageou o arquitecto em Dezembro de 2011. À iniciativa que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, acorreram dezenas de figuras dos mais variados quadrantes da sociedade portuguesa. Destacaram o trabalho desenvolvido pelo arquitecto em várias áreas, nomeadamente nas questões do ordenamento do território e do uso da terra em Portugal.
Fonte: http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=4526
23.2.12
La arquitectura a través del lenguaje
A propósito de El Vampiro y El Criptologo...
"En las épocas de crisis, las palabras suelen matar la arquitectura. Y la ausencia de una arquitectura viva y realmente autónoma (es decir, desarrollada según su propio logos) queda compensada por los numerosos flujos de palabrerías, unas palabrerías que circulan de un extremo a otro de la cultura arquitectónica como si ellas fuesen la arquitectura misma, como si la ruidosidad que generan fuera el meollo del hecho arquitectónico." in Introducción. La arquitectura a través del lenguaje. Maurici Pla. ISBN: 9788425220487
"En las épocas de crisis, las palabras suelen matar la arquitectura. Y la ausencia de una arquitectura viva y realmente autónoma (es decir, desarrollada según su propio logos) queda compensada por los numerosos flujos de palabrerías, unas palabrerías que circulan de un extremo a otro de la cultura arquitectónica como si ellas fuesen la arquitectura misma, como si la ruidosidad que generan fuera el meollo del hecho arquitectónico." in Introducción. La arquitectura a través del lenguaje. Maurici Pla. ISBN: 9788425220487
21.2.12
Alentejos
17.2.12
Hans-Ulrich Obrist
HUO é um fenómeno de produção diversificada de veículos de
conhecimento através da arte.
As centenas de entrevistas que realizou neste âmbito são
apenas uma faceta deste super-curador, considerado pela Art Review uma das
pessoas mais influentes do mundo da arte.
Tendo estudado política e economia e dado aulas de
filosofia, os seus interesses alastram-se à ciência, à arquitectura e
finalmente à curadoria de arte, que ele transforma numa arte em si.
Na entrevista realizada a Rem Koolhas em Veneza 2010,
chamou-me a atenção uma passagem de RK sobre a presença dos edifícios antigos
em relação aos actuais. O seu espaço e a sua volumetria desmesurada
confere-lhes a “inutilidade” que a nossa mente necessita para se ligar ao
lugar, sem uma funcionalidade omnipresente. Os edifícios actuais, ao produzirem
espaços impregnados de sentidos óbvios, paradoxalmente limitam a apropriação do
espaço.
Como as fotografias a preto e branco, que são mais realistas
do que aquelas a côres, por permitirem que a nossa configuração do mundo fuja para o real.
Gonçalo Ribeiro Telles | Évora, 15.02.12
Com a sua “teimosia inteligente”, GRT voltou a
surpreender-nos na lucidez do seu plano.
Planeamento
Mar, terra, serra, rios, lezíria… falamos de planeamento.
Enganam-nos as parangonas que dizem que uma formação ordenada
de eucaliptos é uma floresta. Veiculam que a expansão urbana e a florestação
são sinónimo de progresso e que o rural é arcaico.
Que interesses serve?
Valorização das pessoas é torná-las rentáveis?
Interior | Novos territórios
O que é o interior? Da costa à fronteira?
Novos territórios, pressupõe que eles nunca tiveram vida nem
história.
Aqui perto, não se trata de interior nem de novos
territórios, mas de regiões naturais, suporte básico do planeamento do
ecossistema humano.
Por isso, novos territórios são territórios já humanizados,
recentemente humanizados.
Valor
Valor é o das montanhas e das bacias hidrográficas no ciclo
imparável da água.
Por outro lado, construír em cima das lezírias é construír
em cima da obra do homem.
Devemos reabilitar o que foi ou criar o que deve ser? Acima
de tudo, procurar a autenticidade do território e do homem.
Sugestão
No início, era uma ideia…
Quando ela é intensa, seduz e transforma.
Mas esta ideia de paraíso (ou de utopia) tem de estar ligada
à justiça.
Para haver vida, é necessário água doce, matéria orgânica e
criatividade. A criatividade são as pessoas.
Atlas
A “leitura” de um Atlas não se processa da mesma forma da de
um livro. Pelo seu recurso à imagem estimulam uma leitura pessoal. Pela sua
organização estrutural permitem ao leitor uma sequência não linear, seguro que
está de onde se encontra na história. Um Atlas, ao ser coligido ou ao ser lido,
suporta o nosso entendimento do universo através da nossa inteligência mais
flexível.
Aby Warburg (1866-1929)
Atlas Mnemosyne
- Obra que reformula os conceitos de memória, contemporânea
de Freud. Paineis com mapas, fotografias, páginas de livros, com uma narrativa
interior de acumulação delirante de referências mnemónicas.
Didi Huberman
Atlas. How to Carry the World on One's Back?
-Exposição que parte do Atlas Mnemosyne de Aby Warburg e
colecciona obras inesperadas de autores diversos. Museo Reina Sofia, 2011
Gerhard Richter
Atlas
- Começou por ser uma recolha de imagens para o estudo de
temas de pintura e passou a abranger desde fotografias de campos de
concentração a postais ilustrados. Apresentado em painéis em exposições e em
livro com edições actualizadas.
Walid Raad
The Atllas Group
- Arquivo com documentos em vários suportes, desde a
fotografia ao texto, do vídeo à conferência, sobre a actualidade histórica do
Líbano.
Eduardo Souto de Moura
Atlas de parede, imagens de método
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