As centenas de entrevistas que realizou neste âmbito são
apenas uma faceta deste super-curador, considerado pela Art Review uma das
pessoas mais influentes do mundo da arte.
Tendo estudado política e economia e dado aulas de
filosofia, os seus interesses alastram-se à ciência, à arquitectura e
finalmente à curadoria de arte, que ele transforma numa arte em si.
Na entrevista realizada a Rem Koolhas em Veneza 2010,
chamou-me a atenção uma passagem de RK sobre a presença dos edifícios antigos
em relação aos actuais. O seu espaço e a sua volumetria desmesurada
confere-lhes a “inutilidade” que a nossa mente necessita para se ligar ao
lugar, sem uma funcionalidade omnipresente. Os edifícios actuais, ao produzirem
espaços impregnados de sentidos óbvios, paradoxalmente limitam a apropriação do
espaço.
Como as fotografias a preto e branco, que são mais realistas
do que aquelas a côres, por permitirem que a nossa configuração do mundo fuja para o real.
nem de propósito, um
ReplyDeletelivro de HUO e RK .