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a partir de uma fotografia de José Manuel Rodrigues

17.2.12

Hans-Ulrich Obrist

HUO é um fenómeno de produção diversificada de veículos de conhecimento através da arte.
As centenas de entrevistas que realizou neste âmbito são apenas uma faceta deste super-curador, considerado pela Art Review uma das pessoas mais influentes do mundo da arte.
Tendo estudado política e economia e dado aulas de filosofia, os seus interesses alastram-se à ciência, à arquitectura e finalmente à curadoria de arte, que ele transforma numa arte em si.

Na entrevista realizada a Rem Koolhas em Veneza 2010, chamou-me a atenção uma passagem de RK sobre a presença dos edifícios antigos em relação aos actuais. O seu espaço e a sua volumetria desmesurada confere-lhes a “inutilidade” que a nossa mente necessita para se ligar ao lugar, sem uma funcionalidade omnipresente. Os edifícios actuais, ao produzirem espaços impregnados de sentidos óbvios, paradoxalmente limitam a apropriação do espaço.
Como as fotografias a preto e branco, que são mais realistas do que aquelas a côres, por permitirem que a nossa configuração do mundo fuja para o real.

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